The Trash Traveler percorre a pé 1000 km pelos Açores para aprender com as comunidades costeiras e descobrir como Portugal protege o mar
Entre 17 de abril e 18 de julho de 2026, o ambientalista Andreas Noe, conhecido como The Trash Traveler, vai percorrer mais de 1000 km ao longo da costa dos Açores, numa iniciativa que pretende dar visibilidade às comunidades locais que trabalham diariamente na proteção do oceano e inspirar a ação climática através de exemplos concretos.
Lisboa, 1 de abril, 2026 – Depois de já ter caminhado 1152 km ao longo da costa de Portugal continental em 2020 e 280 km na Madeira e Porto Santo em 2023, esta nova expedição pelas nove ilhas dos Açores completa o percurso pelas costas portuguesas, ultrapassando os 2400 km percorridos no total. Mais do que uma caminhada, esta é uma jornada de aprendizagem que cruza comunidade, criatividade e ciência, mostrando que a ação pelo oceano pode ser simples, acessível e impulsionada pelas pessoas.
“Quero mostrar que a proteção do oceano não acontece apenas em grandes decisões políticas, mas também nas pequenas ações diárias das comunidades locais. Esta viagem é sobretudo uma oportunidade para aprender com quem já está a fazer a diferença”, explica Andreas Noe, fundador do projeto The Trash Traveler.
Uma caminhada que liga pessoas, ciência e ação local
Ao longo do percurso, Andreas Noe vai visitar projetos ambientais, escolas, organizações não-governamentais, investigadores e iniciativas comunitárias, dando continuidade à rede já criada com mais de 80 projetos em Portugal.
Através de conteúdos partilhados diariamente nas redes sociais, o projeto pretende amplificar o trabalho destas comunidades e inspirar mais pessoas a envolverem-se na proteção do oceano. O público é convidado a participar em várias iniciativas ao longo do percurso, incluindo caminhadas comunitárias, limpezas de praia, palestras e atividades educativas locais.
Um percurso construído com a ajuda das comunidades
A expedição arranca a 17 de abril na ilha de Santa Maria, com alunos da Escola EB2,3/S Bento Rodrigues, através de uma caminhada simbólica e uma ação de limpeza de praia que marcam o início oficial da iniciativa.
O percurso segue depois por:
Santa Maria (17 abril – 25 abril)
São Miguel (26 abril – 15 maio)
São Jorge (16 maio – 1 junho)
Graciosa (1 junho – 5 junho)
Terceira (5 junho – 20 junho)
Pico (20 junho – 29 junho)
Faial (29 junho – 8 julho)
Flores (9 julho – 15 julho)
Corvo (15 julho – 18 julho)
Um dos maiores desafios logísticos do projeto será a ligação entre ilhas. Enquanto o grupo central permite deslocações de ferry, algumas travessias vão depender de boleias com pescadores e marinheiros locais. Ao privilegiar alternativas aos voos, o projeto procura também reduzir a sua pegada carbónica. Estas travessias tornam-se assim parte da própria narrativa da iniciativa, construída com base na confiança, colaboração e espírito comunitário.
O legado: uma plataforma que mapeia quem protege o oceano
Como resultado deste percurso, está a ser desenvolvida a Rede do Mar, um mapa digital e plataforma de aprendizagem que irá ligar iniciativas de proteção do oceano ao longo da costa portuguesa. A plataforma será disponibilizada ao público e a escolas, permitindo conhecer projetos no terreno e exemplos concretos de ação ambiental, aproximando a ciência, a educação e a participação cívica.
|
||||||
|